"Azul Barbie" - Exposição de Trabalhos 12H

21. 05. 19
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Azul – triste ou calmo, esta cor, qual seja o seu tom, é sempre associada com um destes conceitos. O pantone tão familiar desliga-se do mar e dos mirtilos e anexa-se ao psíquico, como se os mirtilos fossem capazes de pensar (ou talvez sejam, não sei, nunca prestei atenção). Honestamente, porque raio é que o azul tem tais conotações? Nem sei. Talvez pela bela serenidade do mar; ou pela tristeza dos mirtilos que ainda não dominaram a arte do diálogo. Mas uma coisa é certa – o azul é triste e calmo. Isto é, até quando lhe quisermos dar um novo sentido. Sempre ouvi dizer que quem conta um conto acrescenta um ponto – dado isto, porque não podemos nós intelectualizar um novo significado para o nosso caro azul? Unidade, raiva, inveja; o azul é como a Barbie – pode ser o que ele quiser. E pode também ser o que nós fizermos dele. A arte é subversiva, e assim como ela quebra as leis, também pode esta pacata cor mudar as suas configurações de fábrica.


Maria Pacheco - 12H